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3 Passos Para Manter a Calma Quando Seu Filho Perde a Calma

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Mais uma maravilhosa tradução Thiago Queirós, autor do blog que mais me ensina sobre criação com
apego, paizinhovirgula.com, de um texto incrivelmente útil para conseguirmos lidar com os momentos mais difíceis da parentagem.

Aproveitem a leitura pois ela é rica.

3 Passos Para Manter a Calma Quando Seu Filho Perde a calma

Para quem não conhece, a Dra. Laura Markham é psicóloga e tem um belo trabalho, ajudando pais e mães a criar seus filhos com mais afeto. Ela escreveu o livro Peaceful Parent, Happy Kids e também tem um blog chamado Aha! Parenting que eu recomendo muito a leitura.

Há algumas semanas, ela publicou um texto que deveria ser traduzido para todas as famílias, pois diz respeito a uma coisa que todo pai e toda mãe passa: como manter a calma quando o próprio filho já perdeu a calma. Foi com muita alegria que recebi permissão para traduzir o artigo que ela escreveu, cujo original pode ser encontrado aqui, em inglês.

3 Passos Para Manter a Calma Quando Seu Filho Perde a Calma

“Ver o seu filho em sofrimento, e especialmente se essa angústia é direcionada a você, é a experiência mais desconcertante que existe. De maneira selvagem, pensamentos fora do controle afloram espontaneamente para um desastre épico. Raiva, insegurança e outros sentimentos destrutivos rapidamente nublam o seu pensamento. E se você pudesse trabalhar para colocar esses pensamentos de lado, e de uma forma análoga à meditação, concentrar-se em estar presente no momento, concentrar-se em lembrar de respirar? Isso ajudaria você a se concentrar no seu filho, e na tarefa imediata diante de você, ao invés de suas implicações globais.” – Claudia Gold
Quando nosso filhos fazem malcriação, batem, ou estão simplesmente em sofrimento, é natural que nós entremos em pânico. Estamos todos mergulhados no cenário “lutar, fugir ou congelar” porque é que nos sentimos em uma emergência. E se a angústia de nossos filhos é dirigida a nós, então eles começam a se parecer com o inimigo.

Mas é natural que os filhos tenham sentimentos intensos, e também é natural expressá-los. Se nós perdemos o controle quando nossos filhos ficam chateados, nós passamos a mensagem de que seus sentimentos não são permitidos, o que não irá ajudá-los a aprender a regular suas emoções. Pior ainda, nós estamos dizendo que nós não podemos nos controlar até que eles controlem a si mesmos! Independente que eles tenham 5 ou 15 anos, não é isso que queremos oferecer como modelo.

Claro, sabemos que podemos lidar melhor com qualquer situação na criação de filhos quando estamos calmos. Mas quando estamos sob o domínio de emoções fortes, nós não estamos pensando. Nós não podemos nos ajudar.

Ou podemos? E se existissem três passos que ajudassem você a voltar a uma situação de calma, e ainda evitar que o seu filho fique chateado com tanta frequência? Eles existem.

Passo 1: Regule as Suas Próprias Emoções

PARE, LARGUE tudo o que você estiver fazendo e RESPIRE profundamente.
Diminua a pressão: lembre-se de que não há nenhuma emergência. Ninguém está morrendo.
Mude seus pensamentos: diga mentalmente um pequeno mantra: “Ele está agindo como uma criança porque ele É uma criança. Eu sou o adulto aqui.”
Alivie fisicamente a sua tensão: perceba onde você está acumulando tensão no seu corpo e sacuda ela para fora. Respire fundo e expire. Faça um som alto, mas algo que não seja ameaçador. Muitas vezes, a água nos ajuda a ganhar chão. Segure suas mãos embaixo de uma água corrente, ou beba um pouco de água.
Esteja aqui agora. Se você conseguir se trazer para o momento presente, sua tristeza irá embora. Isto porque quando estamos tristes, na verdade, estamos reagindo exageradamente — nós temos emoções desencadeadas pelo passado (“Meus pais já teriam me batido por ter falado algo assim!”) ou pelo medo do futuro (“Meu filho vai ser um sociopata!”). Neste momento, se você conseguir deixar isso tudo passar, não vai existir nenhuma emergência.
Passo 2: Mude a Energia

Faça coisas emocionalmente seguras. Diga “Nós estamos tendo um momento difícil, querido. Vamos tentar fazer tudo de novo.”
Use a Empatia. Reconheça a perspectiva do seu filho. “Parece que você quer _____.”
Encontre um denominador comum. “Você precisa de ______ e eu preciso de ______. Como nós podemos resolver isso?”
Conecte-se. Neste momento, que ação provocaria a cura? Todo o resto pode esperar.
Ajude o seu filho a ficar emocionalmente regulado. Crianças normalmente conseguem fazer isso de maneira mais eficiente quando choram na segurança dos nossos braços/presença. Agora que você está calmo, você pode oferecer a sua compaixão para ajudá-lo a sentir-se seguro o suficiente para chorar. Respire durante todo o processo, sempre se lembrando que as lágrimas do seu filho são sua maneira de abrir o coração e reconectar.
Passo 3: Aprenda a Lição

Aprenda. Quando você estiver calmo, reflita no que você pode aprender do que aconteceu. Como você pode dar suporte a si mesmo para permanecer mais emocionalmente regulada? (Permita-se mais tempo, durma mais, menos compromissos, veja as coisas sob a perspectiva do seu filho?)
Ensine. Mais tarde, quando você e seu filho estiverem sentindo-se calmos e conectados, diga “Nós tivemos um momento difícil hoje, não é? Desculpa, eu fiquei chateado. Eu acho que fiquei preocupado. Eu tenho trabalhado duro para não gritar. O que cada um de nós pode fazer diferente da próxima vez?”
Mude. Se esta é uma situação recorrente, faça uma lista de possíveis soluções e comece a tentar por elas. A vida é muito curta para sofrer os mesmos problemas de novo e de novo.
Claro que você não lembrará destes passos no calor do momento. Então, por que não imprimir uma cola e carregá-la por aí com você? Com alguns meses de prática, você não vai nem lembrar da última vez que você perdeu as estribeiras.

por Dra. Laura Markham, fundadora do AhaParenting.com e autora do livro Peaceful Parent, Happy Kids: How To Stop Yelling and Start Connecting

1920

Via Paizinho, Vírgula: http://paizinhovirgula.com/3-passos-para-manter-a-calma-quando-seu-filho-perde-a-calma/

Sobre o sono dos bebês e amamentação noturna

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“O mundo está cheio de pais cansImagemados… e a internet CHEIA de posts de pais exaustos procurando informações sobre se o bebê deles é normal e o que eles “devem” fa…zer sobre o sono do bebê.  Livrarias tem seções inteiras dedicadas ao assunto, de autores denominados “especialistas em sono de bebê”. E muitos varejistas colocam esses livros perto de todo tipo de apetrechos, de cobertores especiais para enrolar o bebê a máquinas de som, sabendo por pesquisa de mercado que pais desesperados e sofrendo com a privação de sono, irão encher seus carrinhos com qualquer coisa que eles pensam poder ajudar a melhorar o sono do bebê. Compra impulsiva no seu auge.

Mas, o que nós realmente sabemos sobre acordar à noite, amamentação e porquê eles estão acordando de madrugada para mamar quando tudo o que queremos que eles façam é dormir? Claro, há motivos básicos porque um bebê mama frequentemente http://kellymom.com/bf/normal/frequent-nursing/.   Mas, com esse post, pensamos em compilar algumas das coisas mais legais e menos publicadas que a ciência nos diz sobre amamentação noturna, para que você, a cansada mãe que nos lê, possa enxergar a amamentação noturna de uma forma bem diferente.

Então, sem mais delongas… aqui estão as 5 coisas legais que ninguém te contou sobre amamentação noturna:

1) Alguém já te contou que… estudos tem mostrado que a mães que amamentam ao seio na verdade dormem MAIS do que as mães que alimentam os filhos com fórmula?  Sim… você está cansada, mas você leu isso corretamente!  De acordo com um estudo, mães que amamentam dormem de 40-45 minutos a mais por noite em média nos primeiros 3 meses pós parto.(1) Em um período de 3 meses, isso é BASTANTE tempo de sono! Uma pesquisa também nos mostra que todo esse tempo a mais de sono é muito importante para a saúde mental da mãe e serve para diminuir o risco de depressão pós parto. (2) ( Leia também a notícia sobre essa pesquisa em português aqui- http://goo.gl/227Wc9 )

2) Alguém já te contou que… em mulheres que estão amamentando, a produção de prolactina (é o hormônio da produção do leite) segue um ritmo circadiano?  Estudos têm mostrado que o nível de prolactina em mulheres que amamentam aumenta de forma significativa durante a noite, particularmente de madrugada. Bebês muitas vezes querem mamar mais à noite por uma questão simples, tem mais leite à noite! (3) Como são inteligentes nossos bebês, não acha??

3) Alguém já te contou que… bebês nascem sem nenhum ritmo circadiano estabelecido? Eles não sabem distinguir o dia da noite e levam muitos meses para desenvolver o próprio ciclo.  Eles também não produzem a própria melatonina (hormônio do sono) por quase todo o início de suas vidas.  Mas, adivinhe o que está cheio de melatonina?  Seu leite noturno! (4) Então, cientistas atualmente acreditam que o leite rico em melatonina da madrugada ajuda os bebês a desenvolver seus próprios ritmos circadianos e os ajuda afinal a dormir longos períodos à noite.

4) Alguém já te contou que… em adição à melatonina, seu leite noturno é rico em outras substâncias indutoras do sono e estimuladoras do cérebro?  O trecho a seguir é de um artigo da pesquisadora Darcia Narvaez, PhD da Universidade de Notre Dame.

Pais devem saber que o leite materno produzido à noite contém mais triptofano (um aminoácido indutor do sono). Triptofano é o precursor da serotonina, um hormônio vital para o funcionamento e desenvolvimento do cérebro. Nos primeiros meses de vida, a ingestão de triptofano leva a um maior desenvolvimento do receptor de serotonina (Hibberd, Brooke, Carter, Haug, & Harzer, 1981). O leite materno noturno tem também aminoácidos que estimulam a síntese de serotonina (Delgado, 2006; Goldman,1983; Lien, 2003). A serotonina faz com que o cérebro funcione melhor, mantém a pessoa de bom humor e ajuda  com os ciclos sono-vigília (Sommer, 2009). Deste modo é especialmente importante para as crianças serem amamentadas durante à noite, porque neste leite contém o triptofano, por razões além de fazê-los dormir. (5)

5) Alguém já te falou que… amamentar à noite pode ser importante para manter a produção de leite materno por um longo período e pode significar menos tempo para retirar leite para as mães que trabalham?  Veja, o seio materno sabe o quanto de leite produzir baseado principalmente na frequência que é esvaziado; esta é a lei da oferta e procura, que se baseia nas 24 horas naturais mundiais do dia… e não apenas no horário em que a mãe está acordada.

O número de vezes que uma mãe irá necessitar para esvaziar seus seios para manter uma produção de leite em longo prazo tem sido chamado de “Número mágico”. Se uma mãe não está amamentando um número suficiente de vezes, durante um período de 24 horas, para atingir seu número mágico, seu corpo irá eventualmente diminuir a produção de leite e a quantidade de leite irá diminuir.  Para mães que trabalham fora e amamentam, amamentar mais durante a noite significa mais sessões de amamentação num período de 24 horas, o que por sua vez pode significar menor necessidade de tirar leite enquanto ela está no trabalho e ainda assim atingindo seu número mágico.

Esta dinâmica básica se aplica a bebês mais velhos, que podem ainda necessitar das mamadas noturnas também! Então, aí está! 5 coisas legais que ninguém te contou sobre o porquê seu bebê estar (ainda) acordando durante a noite para mamar.

Você alguma vez pensou, quando ouve seu bebê acordar às 2 da madrugada, que ele está na realidade te dando o presente de MAIS tempo de sono, diminuindo o risco de depressão pós parto, construindo e desenvolvendo o cérebro dele, possivelmente diminuindo o risco de distúrbios de humor em longo prazo, desenvolvendo seu próprio ritmo circadiano, mamando quando você produz mais leite, assegurando a produção de leite por um longo período, E te dando a oportunidade de tirar menos leite no trabalho? Tomara que agora sim! Durmam, mães lactantes!

Nota do editor – pesquisadores do sono estão trazendo novas informações sobre o acordar noturno em adultos também.  Parece que o estado biológico normal do sono humano pode ser bem diferente do que o que a gente pensa.”

Tradução: Jan Andrade

Originalmente em:

http://breastfeedchicago.wordpress.com/2013/05/24/5-cool-things-no-one-ever-told-you-about-nighttime-breastfeeding/

  Referências (em inglês):

1 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17700096

2 http://www.ibreastfeeding.com/content/newsletter/nighttime-breastfeeding-and-maternal-mental-health

3 http://kellymom.com/bf/normal/prolactin-levels/

4 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2220521

5 http://www.psychologytoday.com/blog/moral-landscapes/201303/normal-infant-sleep-night-nursings-importance

https://breastfeedingusa.org/content/article/does-your-older-baby-still-need-night-feedings-0

https://breastfeedingusa.org/content/article/magic-number-and-long-term-milk-production

Mais informações sobre sono (em inglês):

https://www.sciencenews.org/

http://www.bbc.co.uk/news/magazine-16964783

E em português: A natureza do sono do bebê Cama compartilhada Criação com apego O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada

Postagem original:

Página Crescer Sem Violência

https://www.facebook.com/crescersemviolencia

https://www.facebook.com/notes/crescer-sem-violência/5-coisas-legais-que-nunca-ninguém-te-contou-sobre-amamentação-noturna/574940939257119

Sling – o melhor remédio

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Desde o décimo segundo dia de vida do meu filho até hoje slingamos muito!!!A gente adora!

Curumim – tribo do apego foi criada a partir do momento que percebi os benefícios que o sling trazia pra nossa vida. 

Benefícios para o bebê

Desenvolvimento postural: o recém-nascido tem a espinha dorsal naturalmente curvada e deitar com as costas retas não é fisiológico nem faz bem. O bebê prefere ficar em posição de “sapinho”, pois é o natural para ele. Bebês que ficam o tempo todo deitados numa superfície plana podem ficar com cabecinha achatada, uma condição chamada plagiocefalia.

Desenvolvimento emocional: o contato constante com a mãe melhora o vínculo, proporcionando mais relaxamento e autoconfiança, menos estresse e crises de choro. O contato pele a pele também diminui a percepção de dor.

Reduz a cólica: seja pelo movimento constante, que lembra as condições uterinas, ou porque a posição mais vertical diminui a possibilidade de refluxo, bebês que são carregados sofrem menos de cólicas. Aliás, em culturas onde 100% dos bebês são carregados, não se ouve falar em cólica (um conceito exclusivamente ocidental).

Estímulo na medida: uma experiência mais ampla do mundo é ofertada tendo em vista que o bebê acompanha o adulto e não fica restrito ao berço, bebê conforto ou tapete de atividades. Ao lado da mãe, ele enxerga, escuta e sente o cheiro de uma grande variedade de coisas.

Efeito canguru: se compreendemos que o bebê humano nasce “prematuro” mesmo estando a termo, então o sling é o acessório mais útil para os primeiros meses. Vários estudos foram feitos mundo afora comprovando os benefícios fisiológicos do método canguru.

Estimula o aleitamento: tão próximo da mãe (e ainda por cima ao lado dos seios), o neném mama com mais frequência, resultando em maior ganho de peso e mais saúde.

Benefícios para a mãe

Conveniência: sair de casa para comprar pão fresquinho, tomar um café com as amigas ou fazer uma caminhada não poderia ser mais simples do que colocar o neném no sling, pegar a bolsa e se mandar! Isso também vale para as tarefas e atividades domésticas.

Vínculo: As horas passadas juntinhos permite a formação de um vínculo muito forte, o que dá à mãe muita autoconfiança, diminuindo o medo e a ansiedade, e reduzindo o estresse materno (levando, inclusive, a índices mais baixos de depressão pós-parto).

Amamentação: A proximidade do bebê aumenta a ocitocina e facilita a descida do leite, contribuindo para a amamentação exclusiva. Sem contar que o pano do carregador serve como “proteção” contra olhares reprovadores de gente que se incomoda com a amamentação em público. Ninguém nem vai perceber que você está amamentando!

Menos dor nas costas: Carregar o bebê no sling ou carregador de pano distribui o peso de forma mais equilibrada, causando menor dor nos braços ou na coluna.

Se esses argumentos não te convenceram ainda, eis alguns motivos menos “científicos” – mas não menos convincentes – para experimentar:

– Carregar o bebê também incentiva o vínculo do bebê com o pai. Já que ele não amamenta, carregar o recém-nascido é uma forma de participar ativamente na rotina do filho.

– O sling de pano, seja de argola, pouch ou wrap, e os carregadores de tecido como o ErgoBaby viraram febre entre as celebridades internacionais – e não estou falando das “alternativas”.

– Sling não é coisa de “bicho gril

o” e adotá-lo poderá ser muito gostoso, prático e super “fa

shion”. Com certeza, o seu bebê desfrutará e se beneficiará dos momentos de aconchego e do tempinho a mais com você.

O que pode ser melhor do que isso?

Hoje, além de aproveitar, sei que inúmeras outras mães, pais e demais “apegados” podem aproveitar desses deliciosos momentos.

Fabricar slings com muito amor e 

carinho é uma delícia!!! =)

Contato: tribodoapego@gmail.com      –     61 96843003

 www.facebook.com/curumimtribodoapego

 

Fonte: http://amaequequeroser.wordpress.com/tag/sling/  com adaptações.